Novos Programas de Português do Ensino Básico

Blogue dos Formandos da Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe

Arquivo de Língua

Minha ilha, Minha casa

A primeira tradução portuguesa do romance «Home is an Island», que foi bestseller nos EUA nos anos 50, da autoria de Alfred Lewis, natural da ilha das Flores, vai ser apresentada nos dias 12, 14, 15 e 19 de Junho, nos Açores, por Rui Zink e Frank Sousa, do Centro de Estudos Portugueses da Universidade de Massachusetts.

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Contos Tradicionais Açorianos de Teófilo Braga

 de Anabela Mimoso

No ano em que se comemora o primeiro centenário da Implantação da República é de toda a justiça revisitar a obra de Teófilo Braga. E porque Teófilo era açoriano, micaelense, urge sobretudo dar a conhecer a obra em que reuniu o património cultural do arquipélago que o viu nascer. Essa obra é hoje mal conhecida, pois os Cantos Populares do Povo Açoriano (1869), reeditados pela Universidade dos Açores em 1982, há muito que se encontram esgotados. Em relação aos contos tradicionais açorianos, estes nunca foram publicados como obra autónoma (…). Esta edição inclui um estudo introdutório sobre a vida e obra deste estudioso micaelense, a sua importância a nível nacional e internacional, a origem e explicação desses contos, as variantes de alguns deles e sobre a literatura tradicional, em geral.

21 de Fevereiro: Dia Internacional da Língua Materna

A organização está plenamente ciente da importância crucial das línguas face aos muitos desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas. (…)
As línguas são, de facto, essenciais para a identidade dos grupos e indivíduos e para a sua coexistência pacífica. Constituem factor estratégico de progresso em direcção ao desenvolvimento sustentável e a uma relação harmoniosa entre os contextos global e local. (…)
Temos de agir agora, urgentemente. Como? Encorajando e desenvolvendo políticas linguísticas que permitam a cada comunidade utilizar a sua primeira língua, ou língua materna, o mais ampla e frequentemente possível, incluindo na educação, dominando simultaneamente uma língua nacional ou regional e uma língua internacional. Encorajando também os detentores de uma língua dominante a falar outra língua nacional ou regional e uma ou duas línguas internacionais. Só se o multilinguismo for totalmente aceite poderão as línguas encontrar o seu lugar num mundo globalizado. (…)
Seja através de iniciativas nas áreas da educação, ciberespaço ou ambiente letrado; seja através de projectos para salvaguardar as línguas em perigo ou para promover as línguas como um instrumento de integração social; ou para explorar a relação entre línguas e economia, línguas e conhecimento autóctone ou línguas e criação, é importante que a ideia de que “as línguas são importantes!” seja promovida por toda a parte. A data de 21 de Fevereiro de 2008, que corresponde ao nono Dia Internacional Língua Materna, terá um significado especial e proporcionará uma data limite especialmente apropriada para a apresentação de iniciativas destinadas a promover as línguas. (…)

Koïchiro Matsuura, Director-Geral da UNESCO, na celebração de 2008, Ano Internacional das Línguas.

Ensinar uma língua é ensinar a viver

Ensinar a língua será, pois, necessariamente, proporcionar aos alunos que construam com consciência o seu mundo interior e o mundo em que se movimentam – e será […], proporcionar-lhes a construção criativa e a fruição da «forma de vida» que na língua se compreende e que por ela, na multiplicidade dos seus usos, se torna manifesta e continuadamente se renova. (Fonseca, 1992: 247).

Uma das questões centrais que se coloca ao ensino da Língua Portuguesa é a da educação linguística ao longo do ensino básico que deve passar pelo domínio do português, dito padrão e pela contínua aquisição das competências de produção escrita e oral e do saber ouvir e saber ler, bem como pela aquisição de conhecimentos gramaticais automatizados por parte de todos os aprendentes. Mas dotá-los dessas necessárias competências só ganha sentido se os cidadãos portugueses aprenderem a gostar da sua língua e dos textos que com ela comunicam e  produzem diferentes pensamentos.

Qualquer língua que seja constituir-nos-á sujeitos individuais, mas também sujeitos colectivos. Fernando Pessoa afirmou a seguinte frase: “A minha pátria é a língua portuguesa” e é nela que  encontramos as nossas verdades; é nela que pensamos e que verbalizamos os nossos  sentimentos… Ela faz parte de nós, de quem somos e da forma como vemos e ouvimos o mundo. Isso ninguém nos vai conseguir tirar.